MAR QUE CURA

Punhas no mar causa
Do esquecimento
Da vida sem pausa
De vis pensamentos

Da prepotência tua
À consciência pura
Duma ciência nua
Ei-lo, mar das curas

Os virgens de teu poder
Sem catarse de seu ser,
Às cinzas fortes são
Sem calmo coração

Coisificam-se abstrações
Doces tornam-se as canções
Fazem-se concretas ilusões

E se dorosamente mudas
De lixo a uma água fluente
De doentio a forte ente
Deste mar tua vida inundas

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