
No malabarismo
Da velocidade
Minh’alma evade
De todos os “ismos”
Dizem que nada sou
Mas que tudo posso ser
O que me originou?
Signo meu a água ter?
Ou criou-me uma perfeição
Dita enebriante controle?
Alguém realmente viu
Sua indicílima ação?
Comuns diabos
De prepotentes castas
O néon se entificou
E os escondeu
Dessa luta de cabeças
Quero sair da abstração
E absorto ficar
O néon me solve
Atônito estou
Quem precisa dum ideal?
Quem precisa buscar-se?
Quem precisa fazer-se?
Por que a ti e a tudo conhecer?
Meu Tudo,
Me ignora um pouco
Que sou livre
E sem esforço
Eu sou feliz